Samsung: Para eles o marketing viral não tem segredos

26/05/2009

Desta vez vou pegar carona na dica que a Diana mandou para mim. Ela concorda comigo que a Samsung vem dando mostras de ser a próxima onda cool na indústria tecnológica, tal como a japonesa Sony já foi um dia. Não me entendam mal. Sony ainda é um exemplo de uma marca desejada. Mas o alvoroço que ela fazia num passado não muito distante, com seus walkmans e computadores Vaio, começa a ficar par trás. E parece que o espaço começa a ser brilhantemente ocupado por essa marca coreana.

Este é mais um exemplo de marketing viral da marca. Só que para anunciar suas TV’s de tecnologia LED (Light-Emitting Diodes):

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Convergência analógico e digital. O novo livro já chegou

16/04/2009

As verdadeiras revoluções na forma como nos relacionamos com o mundo ocorrem silenciosamente. Você precisa fazer um esforço para lembrar como o mundo era antes do computador, do celular, da internet. Essas tecnologias começam lentamente e, quando você percebe, é impossível não estar completamente envolvido com elas. 

Confesso que venho acompanhando atentamente a evolução do livro digital, o e-book, e o lançamento dos diversos equipamentos de leitura eletrônica, como o Kindle, da Amazon, ou o Sony Reader, da Sony. Já brinquei com um e fiquei maravilhado. Como bom mineiro, não comprei, esperando o momento em que existirão títulos suficientes em português para justificar o investimento. Esse, inclusive, é o principal motivo pelo qual os e-readers em geral ainda não decolaram: falta a criação do iPhone dos livros eletrônicos, aquele equipamento que revolucione para sempre o jeito de se ler livros no mundo.

Porém me chamou a atenção a evolução do livro de papel num mundo digital e como certos editores e livreiros vem fazendo uma transição entre os dois mundos de uma forma muito suave e silenciosa. Se formos pensar bem, o problema dos livros é similar ao que os jornais vem enfrentando. As notícias nos diários chegam às bancas já velhas, pois não dá para competir com a atualização imediata do meio digital. Podemos dizer o mesmo de livros técnicos, onde certos assuntos são rapidamente deixados para trás.

Livro A Lógica do Mercado de Ações

Qualquer livro que tenha sido publicado sobre mercado de ações em agosto do ano passado já está completamente defasado. Quem seria doido o suficiente para investir de acordo com suas dicas, considerando-se a crise ocorrida em outubro de 2008?

Para sanar esse problema, algumas editoras começam a atualizar os assuntos abordados em páginas especiais na internet. E o que andei vendo esses dias me provou que existe sempre espaço para inovação. As editoras de livros de línguas estão fundindo os dois formatos em um só. Quase não existe uma separação entre o livro físico e o eletrônico. Você é enviado de um meio para o outro constantemente. Lógico que para esse tipo de publicação era uma evolução esperada e que resolve alguns problemas logísticos. Se no passado a substituição de fitas cassete por CD’s e DVD’s já havia facilitado a distribuição, a internet contribuiu mais ainda para facilitar a venda desse tipo de leitura.  E abriu um novo canal para a comercialização dos produtos. Para se ter um sabor das possibilidades que esses livreiros estão gerando, visite o BusinessEnglishPod.

Agora, se você acredita que isso só se aplica a livros técnicos, não fique assim tão certo. Imagine o que poderia fazer a Rede Globo se decidisse utilizar toda sua estrutura a favor de maiores e melhores vendas. Você poderia comprar o livro A Casa das Sete Mulheres e ter acesso a um espaço exclusivo na globo.com para ver trechos especiais da mini-série produzida para a televisão. Isso para ficar no mais básico, pois as possibilidades são imensas. 

Volto ao tema, brevemente, com mais exemplos. Talvez quando o livro eletrônico chegar de verdade já não conheçamos mais a separação entre o físico e o digital.


O presente já não é mais o mesmo

10/03/2009

Karl Fisch é um professor de High Scholl dos Estados Unidos. Em Highlands Ranch, Colorado, uma cidade de 70 mil habitantes, para ser mais exato. Ele começou um blog em 2006, discutindo o futuro da educação e como a sua escola poderia se preparar para isso. Resultado de um apoio externo e uma decisão da diretoria de preparar melhores alunos. O objetivo final? Buscar soluções imediatas para formar pessoas mais preparadas para as mudanças que estão chegando.

Ele criou uma trilogia: What if?, que discute o que seria do presente se no passado as escolas não tivessem evoluído, apesar de opiniões contrárias, Did You Know, que aponta as mudanças no presente que não nos damos conta, e 2020 Vision, uma leitura do futuro daqui a 12 anos.

O vídeo abaixo, profissionalmente produzido para uma reunião da Sony, vale ser visto. É de assustar o que já temos de mudanças no presente, que a gente não percebe na correria do dia a dia.

 

PS – Obrigado pela dica, Márcia


O líder rendendo-se à concorrência

18/02/2009

Quem já esteve em Nova York e visitou a loja da Apple na Quinta Avenida já esteve de frente com a imponência e arrogância dessa pequena empresa de informática.

Pequena? Sim. Por todos os aspectos que se olhe, a Apple é uma pequena e charmosa empresa de informática. Se você olha para o produto mais desejado dela, o iPhone, descobre que ela nem está entre as cinco maiores fabricantes de celulares do mundo, detendo apenas 3% das vendas mundiais. Se pensa em computadores, suas vendas em 2007 foram de dois milhões de unidades versus 252 milhões de PC’s. Ainda assim, cada vez mais eles ditam as normas no que tange a inovação no segmento.

Agora é a vez da Microsoft jogar a toalha e copiar descaradamente a estratégia de lojas próprias da concorrente. A Apple abriu, de 2001 até hoje, pouco mais de 200 lojas em todo o mundo. Seu slogan é fantástico: Venha para comprar. Retorne para aprender. Se na época da abertura da primeira loja existiam várias dúvidas do acerto da decisão e reclamações do comércio em geral, hoje em dia ninguém discute mais o tema, além do medo dos comerciantes ter se dissipado.

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A Microsoft não teve nem vergonha na cara. Como sua concorrente, foi o mercado e contratou um especialista em varejo para montar sua rede. No seu caso, David Porter, ex-Wal-Mart. Na Apple, Allen Moyer, ex-Sony. Como sua concorrente, anunciou que seu principal objetivo, fora as vendas, é construir uma forte relação com seus consumidores e criar melhores e mais relevantes produtos, como resultado.

Agora é esperar e ver os resultados. Quando o pequeno começa a ditar a estratégia do grande, pode aguardar que grandes mudanças de mercado estão para chegar.