Xbox 360 melhor que o Wii II

24/06/2009

Meu amigo Wilson Oura fez um comentário muito apropriado sobre o que a Microsoft fez ao desenvolver um videogame sem controle remoto. De acordo com ele, o que estão fazendo é substituir a imaginação. Diria até mais. Eles estão a controlando, a partir do momento que fazem com que várias pessoas tenham o mesmo pensamento.

Mas não dá para negar que o videogame vem moldando o jeito de pensar das novas gerações. Dan Tapscott, professor e estudioso do que ele chama NetGen, a geração moldada a partir do mundo virtual, discorre em seu livro Grown Up Digital sobre as pesquisas feitas que demonstram a agilidade mental daqueles que crescem jogando nesses consoles.

Atari 

O que ele não aborda, por ser relativamente novo, são as diferenças entre o comportamento das diversas gerações de videogame. Aqueles que cresceram jogando em Atari aprenderam a controlar o joystick. Que foi importado para o interior do Airbus, substituindo o manche até hoje usado nos Boeings. Razão pela qual os pilotos com idade próxima aos 30, 40 anos se dão melhor no comando das aeronaves européias.

cabine_de_comando_do_airbus_a380

O Playstation trouxe a miríade de botões e controles para serem apertados simultaneamente. Jogar deixou de ser uma brincadeira e passou a ser um trabalho de profissionais. Infantis, mas profissionais. Afinal, quem não aprendeu a combinação dos comandos aos 12, 13 anos, dificilmente teria outra oportunidade na vida.

playstation 

Os controles de computador, de uma certa forma, refletem essa mesma forma de pensar, ao desenvolverem tantos Control+C, Control+V, Control-x, etc. Acionar os comandos dos programas passa a ser uma combinação que só os iniciados conseguem aprender.

O controle do Wii é uma primeira volta ao passado. É a primeira simplificação que agora é completada pela inexistência de controle do Xbox. Novamente, a forma de interagir com o videogame e com os computadores tem uma interrelação gutural. Ésó você pensar nos comandos de dedo do iPhone, hoje presentes nos computadores da Apple e que começam a ser imitados por todos os fabricantes de celulares e PC’s. É a volta do simples, da intuição.

Braços abertos

Lógico que isso irá se refletir no desenvolvimento de novos programas e novas aplicações. Só fico preocupado em pensar os futuros aviões, com os pilotos em pé nas cabines, braços abertos e fingindo que estão voando. Até que pode funcionar, com os aviões respondendo aos comando feitos por eles em frente aos painéis de controle. Só que me assustar pensar o que pode ocorrer no momento do pouso, se um deles resolve espirrar.

Melhor não. Melhor continuar com os atuais comandos.

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Xbox 360 melhor que o Wii

23/06/2009

Wii apareceu e salvou a Nintendo. Trouxe uma nova forma de pensar em videogames que abandonava os complexos controles e facilitava a vida dos jogadores, independente da idade. Virou um sucesso.

Agora a Microsoft (sempre ela) vai mais longe e cria um novo tipo de videogame que não necessita de nenhum controle, pois reconhece o movimento corporal de quem se posiciona na frente do aparelho para funcionar como comandos.

Não sei se é uma evolução. Deixar de usar controles e passar a usar o próprio corpo me parece voltar ao que sempre foi o ato de brincar no passado. Mas de uma forma agora digital. O mais importante é que continua o caminho iniciado pela Nintendo de não se dirigir ao mundo dos aficcionados e viciados em jogos e tentar conquistar todo tipo de pessoas.

Essa sim uma evolução em termos de marketing…


Como sua mesa de trabalho será no futuro

14/06/2009

Parece um pouco futurista demais, lembra a Microsoft Surface, mas dá uma idéia clara do que vem pensando os homens do hardware para o futuro dos computadores.

Permitir que as mesas de trabalho se comportem como imensas telas e que o simples contato de objetos nos forneça informação muda o comportamento de qualquer ser humano frente ao que chamamos escritório.

E gera novas interações no ponto de vendas, pois as superfícies de exposição passam a exibir informação, bem como serem instrumentos para transferência de mensagens. Já pensou? Você chega numa loja de roupas, a blusa que você quer está exposta numa mesa dessas, com todas as informações sobre cor, tamanho ao seu lado. Você coloca seu celular na mesa e, magicamente, as informações são transferidas para dentro dele. Você pode arrastar uma foto sua para a mesa e “ver” como você ficará vestida com a blusa. Dá para sonhar com tudo quanto é tipo de interação. E pensar que o ponto de vendas nunca mais será o mesmo.

A novidade é da Asus, a mesma empresa que revolucionou o mercado de notebooks ao lançar o eee pc, primeiro modelo de netbook do mercado mundial. Nascida em Taiwan, sua missão é se tornar a líder em inovação mundial. Não sei se chega lá, mas que já tomou o caminho certo, isso com certeza!


Google vai dominar o mundo

24/03/2009

Foi com essa frase que meu filho me chamou a atenção para o quão rápido poderá ser o domínio da Google em nosso mundo da internet. Ele me fez lembrar que comentávamos o mesmo sobre a Microsoft há pouco mais de 15 anos. E o que houve depois disso? A segunda revolução da informática.

Google Microsoft

Se a primeira revolução foi o Personal Computer, que introduziu um computador em cada casa, a internet se encarregou da segunda, trazendo a interatividade e o sistema de computação em nuvens, Podemos dizer que a Microsoft está para a primeira como o Google está para a segunda.

Fico imaginando as pessoas no começo do século XX, olhando para o aparecimento dos monstros chamados General Motors e Ford. Elas foram, naquele tempo, o que Microsoft e Google são para nós, nesse momento.

GM Ford

A história, de alguma forma, se repete. A Ford inventou a linha de produção e virou líder do mercado em poucos anos. A General Motors, vindo depois, teve que entender melhor o mundo do automóvel e o que ele significava para as pessoas. Ao invés de olhar para o mercado e ver automóveis como meio de locomoção e buscar baixos custos, a GM entendeu que eles poderiam ser um símbolo de status. E incentivou isso, através da criação de cores diferentes e modelos que evoluiam e tornavam os anteriores velhos, ano após ano.

A Microsoft é a Ford do mundo da informática. A Google se parece com a General Motors. A GM está a beira da falência. A Ford também. Nenhum domínio dura para sempre.


O futuro é logo ali

03/03/2009

Empresa de tecnologia precisa pensar no futuro antes dele ser possível. Se não, não é tecnologia. Os vídeos abaixo apresentam a visão da Microsoft para o futuro daqui a dez anos, em 2019. Não preciso nem falar muito. Vale a pena ver todos eles.

O futuro da indústria

O futuro do varejo

O futuro dos bancos

O futuro da saúde


O líder rendendo-se à concorrência II

23/02/2009



Postei, outro dia, sobre as lojas que a Microsoft está planejando abrir, a exemplo das Apple Stores. Hoje, o Estadão publicou matéria do jornal inglês The Guardian sobre o assunto. Vale a pena ver, pois confirma o atraso da Microsoft em entender o novo consumidor.


O líder rendendo-se à concorrência

18/02/2009

Quem já esteve em Nova York e visitou a loja da Apple na Quinta Avenida já esteve de frente com a imponência e arrogância dessa pequena empresa de informática.

Pequena? Sim. Por todos os aspectos que se olhe, a Apple é uma pequena e charmosa empresa de informática. Se você olha para o produto mais desejado dela, o iPhone, descobre que ela nem está entre as cinco maiores fabricantes de celulares do mundo, detendo apenas 3% das vendas mundiais. Se pensa em computadores, suas vendas em 2007 foram de dois milhões de unidades versus 252 milhões de PC’s. Ainda assim, cada vez mais eles ditam as normas no que tange a inovação no segmento.

Agora é a vez da Microsoft jogar a toalha e copiar descaradamente a estratégia de lojas próprias da concorrente. A Apple abriu, de 2001 até hoje, pouco mais de 200 lojas em todo o mundo. Seu slogan é fantástico: Venha para comprar. Retorne para aprender. Se na época da abertura da primeira loja existiam várias dúvidas do acerto da decisão e reclamações do comércio em geral, hoje em dia ninguém discute mais o tema, além do medo dos comerciantes ter se dissipado.

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A Microsoft não teve nem vergonha na cara. Como sua concorrente, foi o mercado e contratou um especialista em varejo para montar sua rede. No seu caso, David Porter, ex-Wal-Mart. Na Apple, Allen Moyer, ex-Sony. Como sua concorrente, anunciou que seu principal objetivo, fora as vendas, é construir uma forte relação com seus consumidores e criar melhores e mais relevantes produtos, como resultado.

Agora é esperar e ver os resultados. Quando o pequeno começa a ditar a estratégia do grande, pode aguardar que grandes mudanças de mercado estão para chegar.