Mídia Social. No futuro você será alvo fácil para as marcas.

18/08/2009

O formato é um pouco batido, mas sempre impressiona. Eric Qualman, vice presidente de marketing online da EF Education, mantém um blog sobre as redes sociais e seu impacto na sociedade atual. Ele fez um vídeo que reúne dados de mercado para demonstrar a força que as redes tem nas mudanças que começam a se desenhar no horizonte. Apesar de ser em inglês, vale a pena mesmo para quem tem dificuldades com a língua.

Lógico que todos os dados nos dão uma foto do que está se tornando o mundo comandado pelas transformações impostas pela internet. Mas o principal ponto que destaco e que vale um reflexão é a frase que afirma que no futuro nós não iremos atrás das marcas, elas é que nos encontrarão.

Hoje, deixo aqui a questão para reflexão. Volto a ela em outro post, para analisarmos como as redes tem nos deixado cada vez mais expostos.


Internet Gratuita chega às 777 lojas da Barnes & Noble

28/07/2009

Devo confessar: eu amo a Barnes & Noble. A maior livraria do mundo, com 777 lojas espalhadas por todos os Estados Unidos, tem uma relação com livros que demonstra o que uma estratégia pode fazer por uma empresa. Se hoje a gente conta com as megalivrarias em nosso território, podemos afirmar que muitas das idéias foram geradas pelos aficcionados daquela rede.

Uma frase dita pelo seu Chief Executive, Steve Riggio, ilustra bem como eles encaram cada um de seus pontos de vendas: “Nós sempre consideramos nossas lojas como espaços quase públicos e pontos de encontro públicos.” É esse pensamento que os levou a anunciar, hoje, acesso gratuito à internet sem fio em todas as suas lojas.

barnes-and-noble

Lógico que eles não são samaritanos. Existe um propósito de aumentar o fluxo e as vendas. Como ele mesmo afirma, “Cremos que gerar fluxo somente pode nos trazer bons resultados. Mais pessoas significa mais consumidores interagindo com nossos vendedores, mais oportunidades para nossos vendedores de servi-los, mais tempo para os consumidores descobrirem e explorarem o que nós temos em nossas prateleiras”. Uma aula de marketing em poucas palavras.

Isso demonstra que eles estão antenados para as mudanças que estão por vir na relação consumidor / leitura. O grupo, que viu a Amazon tomar a dianteira na comercialização de livros via internet, parece ter acordado e colocou no ar, de uma só vez na semana passada, uma livraria de livros eletrônicos, os famosos e-book, com mais de duas vezes livros que sua concorrente. São 700 mil títulos contras os 300 mil possíveis de serem comprados através do Kindle.

Eu já baixei minha versão do e-reader da BN.com. Até porque 500 mil dos títulos serão oferecidos gratuitamente e essa é uma oferta que nenhum mineiro consegue resistir. Resumindo, na minha mente, a batalha por representar esse novo mundo de leituras virtuais já está ganho. E a vencedora é a Barnes & Noble.


Como valorizar um bife

27/07/2009

Em tempos de gripe suína, gripe aviária e vacas loucas, passa a ser importante a garantia de procedência das carnes a serem consumidas. O Brasil, que hoje é o maior exportador de carne bovina mundial, passou por um susto em 2005, quando foram dectados focos de febre aftosa em certas regiões brasileiras. E naquele ano foi criada a Safe Trace, uma empresa especializada em rastreabilidade, realidade antiga em outros países, mas relativamente nova no Brasil.

Vaca no pasto Para quem não se lembra, a carne bovina brasileira sofreu um forte boicote em 2008 exatamente pela sua falta de rastreabilidade. E uma denúncia do Greenpeace a respeito de desmatamento da Amazônia para a criação de pastos foi mais um motivo para vermos os importadores virando a cara para a produção brasileira.

O que ocorre de diferente na rastreabilidade da Safe Trace é todo o processo ser feito eletronicamente, sendo possível, na internet, digitar o código da carne comprada e saber desde a procedência, garantida pelo DNA, todas as vacinas tomadas durante a vida da vaca da qual a carne se originou, até o dia e local no qual ela foi abatida. O mercado europeu, que valoriza bastante esse tipo de serviço, chega a pagar 10% a mais por carnes rastreáveis.

Nosso país já conta com o maior frigorífico do mundo, o JBS-Friboi. E devemos ver o surgimento da Ambev dos frigoríficos, com a possível fusão dos grupos Bertin e Marfrig. Se realmente o Brasil quer continuar usando a coroa da liderança em comercialização de carnes, não tem escapatória: ou os frigoríficos se modernizam, ou se modernizam.


Realidade Aumentada ganha espaço no ponto de vendas digital

22/07/2009

O meu amigo Wilson Oura me envia uma dica de uso de realidade aumentada muito interessante, um post do blog UpdateorDie! que mostra um uso dessa técnica para a preparação de portifólios de criativos. Ele é redator e, você sabe como é, esse é um tipo de uso que causa frisson entre publicitários como nós dois.

Só que mexendo no link, encontrei um outro uso que, para mim, mostra o futuro do comércio eletrônico. É uma espécie de provador digital. Nada como experimentar uma roupa para aumentar a possibilidade de compra. E essa ferramenta, da Zugara, agência interativa californiana, ajuda ao consumidor a ter essa sensação, mesmo através da internet.

Vale a pena ver e pensar nos desdobramentos que ainda vem por ai.


Depois de Michael Jackson a comunicação não será a mesma

29/06/2009

Podemos afirmar que o superstar Michael Jackson será conhecido no futuro por dois feitos completamente diferentes: primeiro, o recorde de vendas de discos conseguido com Thriller. Seus mais de 100 milhões de cópias vendidas, de acordo com sua gravadora, nunca mais será batido. Principalmente porque a venda de músicas está migrando de álbuns para faixas, devido ao MP3 e à internet.

Thriller

Segundo, porque sua morte será o marco da passagem do mundo offline para o online, do real para o virtual, quando nos referimos a como o mundo se informa e comunica. Em 1994, a morte de Ayrton Senna gerou uma comoção parecida à de Michael Jackson, mesmo que restrita ao Brasil. Todas as TV’s e rádios transmitiram a notícia por horas e horas. Mas nada se compara ao que houve agora com a morte do rei do pop. As pessoas não correram para ligar seus rádios, nem mudaram os canais de suas tv’s. O computador e o celular tomaram o lugar desses meios, provando que passamos a ser uma geração digital e proativa.

O Twitter foi a principal ferramenta de divulgação da novidade. Após o anúncio da morte, pelo site de fofocas TMZ.com, o número de tweets por segundo dobrou. O site saiu do ar, bem como o Google, por não terem dado conta do tráfego extra. O Youtube e a Last.fm foram os meios preferidos para se rever os clipes do artista. E todos os portais dedicaram páginas e páginas (ou vídeos e vídeos) à cobertura da sua carreira.

Lógico que as TV’s e rádios reagiram e fizeram suas homenagens. Bem como os jornais e revistas. Um pouco atrasados, e sempre de uma forma não participativa. Enquanto que a internet ficou coalhada de mensagens de milhares de fãs, os meios tradicionais ainda precisam aguardar os índices de audiência para saberem o quanto suas coberturas atingiram ou não o gosto dos ávidos por informação.

Um marco como este, a morte de um gênio, reforça a principal diferença entre o mundo que está se extingindo e o que está surgindo: o imediatismo. A internet está nos livrando das amarras dos horários fixos com que as televisões nos controlam. Não estou falando que as TV’s não tenham capacidade de entrar com notíciários de última hora para divulgar notícias extraordinárias. Mas só a internet nos permite abraçar a saudade do astro e vermos o que e quanto quisermos de sua carreira, sem que isso seja ditado por um diretor de produção. Ou nos aprofundarmos em assuntos que nos interessem, sem que tenhamos que esperar o horário do começo do noticiário.

Esse é o legado mais importante que a morte de Michael Jackson irá nos deixar. Como cantava Raul Seixas, benvindo ao século XXI!


Twitter: Um novo Google, ou um novo Second Life? II

22/05/2009

Comentei aqui, no começo de abril, que a febre Twitter poderia acabar da mesma forma que o Second Life. Um crescimento estonteante em pouco tempo e, de repente, um sumiço total do mercado.

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Logo depois apareceu uma pesquisa da Nielsen afirmando que 60% das pessoas que entram no microblogging deixam de atualizar suas páginas no período de um mês. O que parece ser um problema, ainda mais considerando-se que Facebook e MySpace conseguem reter uma média de 60% dos seus usuários.

Porém, parece-me que a questão que deveríamos olhar é uma outra. Como observado pela pesquisa da Cartoon Network, as crianças estão trocando o e-mail por meios mais imediatos, tais como SMS, Messenger e outras redes sociais. Twitter entra nessa mesma seara. É a consolidação do modelo on-line, as mensagens imediatamente postadas, sobre o off-line, o envio de mensagens que serão lidas independente da hora enviada.

A pergunta que devemos fazer é: mesmo que o Twitter venha a morrer, seja devido a baixa retenção, seja ao aparecimento de outros concorrentes com o mesmo propósito, o que esse aumento da velocidade de comunicação irá causar na comunicação que fazemos para os produtos e serviços para os quais trabalhamos?

É uma pergunta de um milhão de dólares, como se costuma brincar por aí. Pois quem responder primeiro tem uma forte chance de ficar milionário.


Market Place e o preço de um bom mailing

19/05/2009

Não tenho dúvidas de que um dos grandes problemas do comércio é conhecer seus clientes. Imagine, então, quando você é um espaço de vendas, onde as pessoas vem, passam pelos seus corredores mas não se sentem obrigadas a se identificar para sua empresa. Esse é o problema dos shopping centers. Apesar do número imenso de consumidores que transitam nos seus interiores, são todos transeuntes e suas destinações finais são as lojas que compõem seu mix.

Alguns shoppings passaram a reeditar as promoções de datas, onde as pessoas trocam consumo por brindes diversos. Só que essas são promoções do tipo self-liquidate e os dados gerados são subproduto da ação, já que o objetivo principal é aumentar o consumo nos shoppings da rede.

Shopping Marketing Place

Agora, o Shopping Market Place, de São Paulo, realiza uma promoção que visa, claramente, o cadastro de seus frequentadores. De 18 de maio à 7 de junho, ao pagar o estacionamento, é dado um voucher para a troca por um ingresso do cinema. Só que, para validá-lo, a pessoa precisa preencher uma ficha com seus dados. Numa conta simples, não tem como o consumidor não ver vantagem nessa troca. O estacionamento custa R$ 7,00 por quatro horas, o ingresso, entre R$ 14 e R$ 16,00. Ou seja, estacionar e ver um filme sai pelo preço de sete e não vinte e um reais.

Não se engane, ninguém é bobo. O Market Place vem se reposicionando como o shopping de luxo da região e tem como concorrente direto o MorumbiShopping, que fica exatamente do outro lado da avenida. Seu tamanho não lhe permite investimentos publicitários tão altos quando seu competidor, além do perfil de seu público ser de um tipo difícil de ser capturado pela publicidade. Nada como trocar seus dados por uma oferta tentadora.

Lógico que existem restrições. O ingresso vale somente de segunda a quinta e nem todo mundo verá vantagem em receber um ingresso, quanto mais com limitações como essa. Ainda assim é uma ação relativamente cara para se construir um mailing. Mesmo que o cinema disponibilize os ingressos pela metade do preço e que nem todos se cadastrem, o fluxo diário irá gerar um enorme volume de trocas. Mas numa época de internet, com as pessoas trocando os meios de comunicação de massa por uma infinidade de sites, um nome vale ouro.

Ainda é cedo para se conhecer os resultados dessa ação. Sua própria existência, somada às iniciativas de outras empresas, como o já postado aqui da Paramont em criar promoções divulgadas nos próprios DVD’s de seus filmes, alugados ou vendidos, demonstra o nascimento de uma corrente forte que prega que as empresas precisam conhecer seus clientes, sob pena de os perderem para os concorrentes que tenham melhores idéias e ferramentas para tal.

A internet está causando dois fenômenos que precisamos ficar atentos: primeiro, uma debandada de pessoas dos meios off-line em favor dos on-line. Segundo, uma reação das empresas em buscar identificá-las, para um direcionamento de comunicação, como resposta à mudança de hábitos de consumo de informação. Não dá para não ficar atento e não surfar nessa nova onda.