Cinema no celular: agora vai!

07/10/2009

Apesar de estar mal filmado, apesar de estar em inglês, vale a pena ver. George Lucas, criador da série Star Wars, apresentou-se no World Business Forum, em Nova York, e surpreendeu a audiência ao falar que irá produzir filmes para celular. Significa dizer que se um dos mais aclamados diretores de Hollywood vê o celular como opção num futuro próximo, a idéia já se espalhou por toda a indústria cinematográfica. Ela continua à busca de soluções que não façam com que sofra os mesmos males que a indústria fonográfica passou com a invenção do MP3.

Importante para cada um de nós, marqueteiros. Significa que muito brevemente a programação de tv e a publicidade seguirão pela mesma trilha. E que uma nova forma de linguagem irá aparecer, uma que considera as limitações da tela pequena.

Comentário final, que pode passar desapercebido: o Forum foi realizado pela brasileiríssima HSM. São as novas multinacionais brasileiras, conquistando espaço no mundo corporativo.


Star Trek chegou! Todos para o cinema

12/05/2009

Desculpe-me, mas não consegui me conter. Como fã de Star Trek tinha que fazer um post sobre o lançamento. Primeiro final de semana e já é o campeão de faturamento dos lançamentos do mês. Gene Roddenberry deve estar todo feliz com a releitura que o J.J. Abrams fez de seu clássico. O filme custou U$ 140 milhões e faturou no seus primeiros três dias U$ 76,5 milhões. Esta é a nova realidade do cinema mundial: um enorme lançamento, distribuição em todo o mundo e a garantia do retorno mais rápido possível. Não vai ser necessário nem um mês para que o investimento se pague. E desde já dá para se pensar em outras sequências dessa nova série de Jornada nas Estrelas.

A briga contra todos os novos meio de comunicação é insana para a indústria cinematográfica. Mas eles vem se reinventando mais rapidamente do que a fonográfica. Já postei aqui sobre as novas idéias, tais como o Imax e as promoções em videoclubes. Mas nunca me canso de ver como eles abrem sempre novas frentes, como a onda de filmes sobre heróis de histórias em quadrinho e antigos seriados de tv. É uma forma de contar de foma inovadora com a atenção dos expectadores, já que eles se sentem atraídos por histórias que já conhecem desde a infância.

Criatividade é isso. Olhar para o mesmo e achar novas formas de se envolver o cliente. Vida Longa e próspera!


A reinvenção de uma indústria

26/02/2009

Ontem, aproveitei o carnaval para ir conhecer a primeira sala Imax do Brasil.

imax

O filme não é novo, Batman – o cavaleiro das trevas, escolhido exatamente por ter algumas cenas gravadas nesse novo formato. O que me impressionou é a corrida da indústria cinematográfica para se reinventar. Por todos os lados que se olhe, a pressão contra as salas de projeção é enorme. Só que, por mais incrível que pareça, isso está fazendo um bem enorme a ela.

Não vamos nem nos ater ao Brasil. Temos poucas estatísticas por aqui, comparado aos Estados Unidos, além do pouco que existe ser trancafiado a sete chaves. Olhemos para o mercado americano, que além de medir tudo, ainda é a vanguarda nesse quesito. A vida dos espectadores vem ficando cada vez mais fácil, segurando-os cada vez mais dentro de casa.

A qualidade de imagem é cada vez mas assustadora, com telas de plasma ou LCD, vídeos gravados em Blue Ray  e os sons surrounds dos home theaters cada vez mais sofisticados. É de se esperar que aqueles que investem nesse tipo de equipamento sejam os primeiros a abandonar as velhas salas de cinema. Ao contrário. Aqueles que tem 5 ou mais inovações tecnológicas em casa vão, em média, 11,4 vezes por ano ao cinema, contra 7,4 dos que tem 4 ou menos, de acordo com a Motion Picture Association of America.

Quanto mais tecnologia residencial, maior a frequência nos cinemas americanos

Quanto mais tecnologia residencial, maior a frequência nos cinemas americanos

Ao mesmo tempo, decresce o tamanho das salas e multiplica-se o número de salas multiplex ou megaplex onde, num mesmo espaço de uma grande sala de cinema, proliferam mais de 8 salas. Em 2007, inclusive, as megaplex, com 16 ou mais salas foram as únicas a crescerem no mercado americano.

O cadastramento dos consumidores de cinema é outra das iniciativas da indústria, já comentado aqui em outro post. O lançamento do Hulu, também já comentado, é mais uma tentativa dos barões da indústria. O que se percebe é que eles estão buscando desesperadamente uma solução que evite ocorrer com eles o que ocorreu na indústria fonográfica, em que as trocas de arquivos mp3 de forma pirata fez desaparecer um mercado altamente rentável.

É uma mudança em andamento. Vamos ver o que acontece e seguir comentando.