Propaganda quando é boa é boa mesmo XII

08/01/2012

Fazer propaganda para o governo é sempre um desafio duplo. Primeiro porque passar informações de forma criativa já é por si um desafio. Segundo porque existe uma vigilância grande sobre as mensagens governamentais, para se evitar campanhas políticas.

O Governo do Estado de São Paulo conseguiu de uma forma divertida falar de sua nova campanha contra a venda de bebidas alcóolicas para menores de 18 anos, com o ator Ferrugem e a apresentadora Hebe Camargo.

O resultado ficou ótimo. Não me canso de assistir.

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Programa Laptop para Todos

23/08/2009

Epoca 588

A imagem é da Época desta semana. A foto é de uma força enorme, ao mostrar o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante, sozinho e abandonado à própria sorte numa das mesas daquela casa parlamentar. Mas o que me impressionou é a profusão de laptops. Todos iguais, numa casa de iguais. Pelo vazio da casa, a foto foi feita antes ou depois das atividades diárias, razão pela qual Mercadante pode ser fotografado solitário. Vale lembrar que a revista cita que a foto foi feita durante a semana passada, semana esta em que Senado teve razões para estar lotado.

Mercadante no Senado

Mas voltando aos laptops, quem trabalha numa instituição privada, sabe que as empresas disponibilizam um computador por funcionário, já que não faz sentido mais de um aparelho por profissional. E define entre um de mesa ou um portátil pelo perfil do cargo.

Nossos representantes precisam de mobilidade para visitar seus estados, suas bases. Nada mais justo que receberem laptops, como os da foto. Bom saber da preocupação dos senadores com o bem público, pois estando eles em Brasília, não faz sentido andar pela cidade com seus laptops, pelo risco de roubo, quebra, ou outros acidentes. Com certeza, se a foto fosse feita o final de semana, a imagem seria diferente.

Podemos concluir que nossos representantes tem preocupação com o bem público. Sabe que eu estou até vendo luz no fim do túnel?


Celular ao volante começa a virar preocupação social

17/08/2009

É forte. É assustador. Mas, ao mesmo tempo, é impossível não querer assistir até o fim. A polícia de Gwent (País de Gales), produziu um filme de meia hora sobre os riscos de se utilizar o celular ao volante. De tão forte as imagens são, o que aconteceu é que ele começa a se propagar pelo mundo. Esse é um daqueles produtos que se tornam imediatamente um sucesso e que geram diversos seguidores.

Como motoristas, vale a pena assistirmos. Como marquetólogos, vale pensar como nossas ferramentas podem ser utilizadas em prol do bem estar social.


Ônibus fretado em SP e a lei da oferta e procura

03/08/2009

Está a maior bagunça em São Paulo. A prefeitura proibiu os ônibus fretados de trafegarem no centro da cidade, criando um cinturão em seu entorno. Aqueles que saiam de seus bairros e eram entregues a poucos metros de seus escritórios passaram a depender de outros transportes públicos para completarem seus trajetos, seja o metrô, o trem urbano ou mesmo os ônibus regulares.

Interessante foi a reação dos passageiros. Depois de alguns meses com os ônibus rodando com faixas dizendo algo como “este ônibus tira 20 carros das ruas”, os usuários começaram a fazer movimentos contra a proibição, fechando as principais avenidas como forma a chamar a atenção da população em geral.

Não é minha intenção analisar quem está certo nessa disputa, mas olhar o mesmo problema sob o ângulo da economia e do marketing. Não existe forma de extinguir a lei da oferta e procura. E os fretados são mais uma manifestação dessa lei.

De um lado temos o transporte público. Podemos dizer que, por característica, ele é barato, demorado e sempre cheio nos horários de pico. Do outro temos o transporte privado. Porém, para compensar a velocidade e a disponibilidade, o custo de manter seu próprio automóvel torna proibitivo para a maior parte da população.

No meio dessas duas realidades existe espaço para várias soluções. E aí surge o problema. Os táxis são regulamentados pelo governo. Os ônibus fretados não.

Como mercado existem consumidores para os dois tipos de serviço. Para os táxis, aqueles que aceitam perder um pouco de velocidade e disponibilidade do carro próprio pelo custo menor desse tipo de transporte coletivo. Para os ônibus fretados, consumidores que aceitam pagar um pouco mais por ônibus menos lotados e mais rápidos.

Lógico que existem outras soluções, como nos mostrou a onda das vans piratas que faziam o mesmo trajeto dos ônibus municipais, cobrando o mesmo custo, mas em menos tempo. Ou os táxis-lotação de Belo Horizonte, que funcionam como  as vans, mas com carros normais e autorizados pela prefeitura da capital mineira em certos trechos específicos.

A demanda existe. O problema está na oferta não regularizada. Será que não seria lógico um melhor entendimento desse movimento dentro da população da cidade?


Criatividade não custa muito

31/07/2009

Nova Zelândia está realmente se tornando um celeiro de criatividade. Para deixar seu final de semana mais leve, aqui vai um vídeo de um grupo (um grupo não! Uma organização), uma organização criada pelo Ministério da Saúde de Nova Zelândia chamado Family Life Education Pasefika, algo como Educação para a vida Familiar do Pacífico, ou algo parecido.

Sua preocupação é, através da arte, oferecer educação sexual aos jovens neozelandezes. Esse grupo, que se situa em Aukland, a maior cidade do país, se apresenta nas ruas e utiliza-se de intervenções públicas, música e peças de teatros para abordar os jovens e, com isso, cumprir seu papel. Seus novos trabalhos chamam-se Random Acts, pois abordam diversos locais públicos, como esquinas movimentadas e shopping centers.

O que me impressionou nesse vídeo, que é uma paródia da música I’m Yours e onde a letra é um pedido no McDonald’s, é o baixo custo de sua produção. Repare que tudo é gravado em uma câmera digital e duas máquinas fotográficas. Depois, com certeza, utilizaram-se de um computador para a edição e a legendagem.

Ou seja, nenhuma parafernália. Somente criatividade. Divirta-se:


E numa canetada, lá se vai o mercado de escolas de jornalismo para o espaço

18/06/2009

Sob qualquer ângulo que se olhe, os números são assustadores. Hoje, o Supremo Tribunal Federal acabou com a exigência de diploma universitário para o exercício da profissão de jornalista. De acordo com o levantamento de 2007 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação, o Brasil tem hoje 546 cursos de jornalismo com 179 mil aspirantes a jornalistas. Isso, sem considerarmos os 26 mil que chegam ao final de seus cursos anualmente.

Diploma

Considerando-se que uma pequena parte dessas vagas é ofertada por universidades públicas, podemos dizer que o governo acabou com um mercado significativo na área educacional numa simples canetada. Não sei precisar o valor desse mercado, mas se cada um desses 179 mil estudantes tiverem pago R$ 250,00 por mês para suas respectivas escolas, estaríamos falando de um mercado de mais de cinco bilhões de reais por ano!

A discussão de se jornalista precisa ou não ter diploma para exercer a profissão é antiga. O maior argumento dos que querem a dissolução da exigência é que ela não garantiria a qualidade do  profissional, além de proibir bons candidatos em potencial de exercerem a profissão. Pessoas como os vários comentaristas televisivos, seja de futebol, economia, cinema, etc. que seriam obrigados a apresentar o diploma. Para mim, dois argumentos falhos. Primeiro, porque formar não garante que um engenheiro ou médico seja competente. Isso vem com o exercício diário da profissão. Segundo, porque nunca foi proibido a especialistas exercerem o jornalismo.

O ministro Gilmar Mendes declarou que “a profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia” e por isso não seria necessário exigir um diploma para exerce-la. A decisão abre, inclusive, espaço para a discussão de outras profissões que não exijam conhecimento técnico para seu exercício.

Com certeza, veremos uma revolução no ensino universitário no Brasil. Criar um novo curso exigirá uma maior avaliação por parte das instituições de ensino. É acompanhar o mercado e ver.


Itaú/Unibanco e o Café do Brasil: Da série de anúncios iguais VI

08/06/2009

Confesso que eu virei fã da campanha que o Unibanco adotou depois de sua fusão com o Itaú. A mudança tem sido feita sutilmente, de forma a acostumar o cliente Unibanco com o novo padrão. Abandonado o desenho animado, os ícones continuam existindo e passaram a ser referidos pelas crianças nos novos comerciais, numa mistura de imagens reais e animação. Até o uso da cor laranja em detalhes do comercial, como almofadas, paredes ou móveis vai ajudando na transição, bem como o frame de texto.

 Unibanco

Agora, descubro outro fã da linha adotada: O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Sua nova campanha, a favor do Café do Brasil, reproduz todos os símbolos da campanha do Unibanco. Estão lá: a relação entre desenho animado e filmagem, com a criação de um bichinho que, se não é o dinheiro com olhos, mãos e pés, é o grão de café vestido de super-herói, a cor laranja em certos detalhes e até o frame com seus cantos arredondados.

 Café do Brasil

Veja os dois exemplos publicados nesse último fim de semana e me diga. Não são anúncios de uma mesma campanha?

Leia também o post anterior Bye-bye, Unibanco