Trust me

26/10/2009

Semana passada Microsoft lançou seu novo sistema operacional, o Windows 7. Apple rapidamente colocou o comercial acima no ar. Faz parte de uma série, onde os dois padrões, Pc e Mac, são representados pelos mesmos dois atores. Agora é esperar e ver qual o resultado da promessa da Microsoft. Inteligente, sutil e que reforça a promessa da Apple em ser uma marca cool.Além de dar uma estocada no concorrente.


O anti iPhone

21/10/2009

Virou referência e, por conta disso, o adversário a ser batido. Estamos falando do iPhone, o sucesso da Apple. Agora é a vez da Verizon, companhia de telefonia celular americana, colocar no ar uma campanha se posicionando diametralmente oposta ao produto de Steve Jobs.

É o Droid, novo aparelho da Motorola, que usará o sistema operacional da Google, o Android 2.0. As duas empresas irão lançar o produto no próximo dia 28, mas já colocaram no ar um teaser que destaca o que o iPhone não tem. O mais interessante é que, sem falar do concorrente, a cor do anúncio e o jeito de escrever  I Don’t (“Eu não posso”) deixa claro de quem eles estão falando.

Agora é aguardar a próxima quarta feira e descobrir se dessa vez a liderança será realmente ameaçada.


Programa Laptop para Todos

23/08/2009

Epoca 588

A imagem é da Época desta semana. A foto é de uma força enorme, ao mostrar o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante, sozinho e abandonado à própria sorte numa das mesas daquela casa parlamentar. Mas o que me impressionou é a profusão de laptops. Todos iguais, numa casa de iguais. Pelo vazio da casa, a foto foi feita antes ou depois das atividades diárias, razão pela qual Mercadante pode ser fotografado solitário. Vale lembrar que a revista cita que a foto foi feita durante a semana passada, semana esta em que Senado teve razões para estar lotado.

Mercadante no Senado

Mas voltando aos laptops, quem trabalha numa instituição privada, sabe que as empresas disponibilizam um computador por funcionário, já que não faz sentido mais de um aparelho por profissional. E define entre um de mesa ou um portátil pelo perfil do cargo.

Nossos representantes precisam de mobilidade para visitar seus estados, suas bases. Nada mais justo que receberem laptops, como os da foto. Bom saber da preocupação dos senadores com o bem público, pois estando eles em Brasília, não faz sentido andar pela cidade com seus laptops, pelo risco de roubo, quebra, ou outros acidentes. Com certeza, se a foto fosse feita o final de semana, a imagem seria diferente.

Podemos concluir que nossos representantes tem preocupação com o bem público. Sabe que eu estou até vendo luz no fim do túnel?


Xbox 360 melhor que o Wii II

24/06/2009

Meu amigo Wilson Oura fez um comentário muito apropriado sobre o que a Microsoft fez ao desenvolver um videogame sem controle remoto. De acordo com ele, o que estão fazendo é substituir a imaginação. Diria até mais. Eles estão a controlando, a partir do momento que fazem com que várias pessoas tenham o mesmo pensamento.

Mas não dá para negar que o videogame vem moldando o jeito de pensar das novas gerações. Dan Tapscott, professor e estudioso do que ele chama NetGen, a geração moldada a partir do mundo virtual, discorre em seu livro Grown Up Digital sobre as pesquisas feitas que demonstram a agilidade mental daqueles que crescem jogando nesses consoles.

Atari 

O que ele não aborda, por ser relativamente novo, são as diferenças entre o comportamento das diversas gerações de videogame. Aqueles que cresceram jogando em Atari aprenderam a controlar o joystick. Que foi importado para o interior do Airbus, substituindo o manche até hoje usado nos Boeings. Razão pela qual os pilotos com idade próxima aos 30, 40 anos se dão melhor no comando das aeronaves européias.

cabine_de_comando_do_airbus_a380

O Playstation trouxe a miríade de botões e controles para serem apertados simultaneamente. Jogar deixou de ser uma brincadeira e passou a ser um trabalho de profissionais. Infantis, mas profissionais. Afinal, quem não aprendeu a combinação dos comandos aos 12, 13 anos, dificilmente teria outra oportunidade na vida.

playstation 

Os controles de computador, de uma certa forma, refletem essa mesma forma de pensar, ao desenvolverem tantos Control+C, Control+V, Control-x, etc. Acionar os comandos dos programas passa a ser uma combinação que só os iniciados conseguem aprender.

O controle do Wii é uma primeira volta ao passado. É a primeira simplificação que agora é completada pela inexistência de controle do Xbox. Novamente, a forma de interagir com o videogame e com os computadores tem uma interrelação gutural. Ésó você pensar nos comandos de dedo do iPhone, hoje presentes nos computadores da Apple e que começam a ser imitados por todos os fabricantes de celulares e PC’s. É a volta do simples, da intuição.

Braços abertos

Lógico que isso irá se refletir no desenvolvimento de novos programas e novas aplicações. Só fico preocupado em pensar os futuros aviões, com os pilotos em pé nas cabines, braços abertos e fingindo que estão voando. Até que pode funcionar, com os aviões respondendo aos comando feitos por eles em frente aos painéis de controle. Só que me assustar pensar o que pode ocorrer no momento do pouso, se um deles resolve espirrar.

Melhor não. Melhor continuar com os atuais comandos.


Como sua mesa de trabalho será no futuro

14/06/2009

Parece um pouco futurista demais, lembra a Microsoft Surface, mas dá uma idéia clara do que vem pensando os homens do hardware para o futuro dos computadores.

Permitir que as mesas de trabalho se comportem como imensas telas e que o simples contato de objetos nos forneça informação muda o comportamento de qualquer ser humano frente ao que chamamos escritório.

E gera novas interações no ponto de vendas, pois as superfícies de exposição passam a exibir informação, bem como serem instrumentos para transferência de mensagens. Já pensou? Você chega numa loja de roupas, a blusa que você quer está exposta numa mesa dessas, com todas as informações sobre cor, tamanho ao seu lado. Você coloca seu celular na mesa e, magicamente, as informações são transferidas para dentro dele. Você pode arrastar uma foto sua para a mesa e “ver” como você ficará vestida com a blusa. Dá para sonhar com tudo quanto é tipo de interação. E pensar que o ponto de vendas nunca mais será o mesmo.

A novidade é da Asus, a mesma empresa que revolucionou o mercado de notebooks ao lançar o eee pc, primeiro modelo de netbook do mercado mundial. Nascida em Taiwan, sua missão é se tornar a líder em inovação mundial. Não sei se chega lá, mas que já tomou o caminho certo, isso com certeza!


Samsung: Para eles o marketing viral não tem segredos

26/05/2009

Desta vez vou pegar carona na dica que a Diana mandou para mim. Ela concorda comigo que a Samsung vem dando mostras de ser a próxima onda cool na indústria tecnológica, tal como a japonesa Sony já foi um dia. Não me entendam mal. Sony ainda é um exemplo de uma marca desejada. Mas o alvoroço que ela fazia num passado não muito distante, com seus walkmans e computadores Vaio, começa a ficar par trás. E parece que o espaço começa a ser brilhantemente ocupado por essa marca coreana.

Este é mais um exemplo de marketing viral da marca. Só que para anunciar suas TV’s de tecnologia LED (Light-Emitting Diodes):


Convergência analógico e digital. O novo livro já chegou

16/04/2009

As verdadeiras revoluções na forma como nos relacionamos com o mundo ocorrem silenciosamente. Você precisa fazer um esforço para lembrar como o mundo era antes do computador, do celular, da internet. Essas tecnologias começam lentamente e, quando você percebe, é impossível não estar completamente envolvido com elas. 

Confesso que venho acompanhando atentamente a evolução do livro digital, o e-book, e o lançamento dos diversos equipamentos de leitura eletrônica, como o Kindle, da Amazon, ou o Sony Reader, da Sony. Já brinquei com um e fiquei maravilhado. Como bom mineiro, não comprei, esperando o momento em que existirão títulos suficientes em português para justificar o investimento. Esse, inclusive, é o principal motivo pelo qual os e-readers em geral ainda não decolaram: falta a criação do iPhone dos livros eletrônicos, aquele equipamento que revolucione para sempre o jeito de se ler livros no mundo.

Porém me chamou a atenção a evolução do livro de papel num mundo digital e como certos editores e livreiros vem fazendo uma transição entre os dois mundos de uma forma muito suave e silenciosa. Se formos pensar bem, o problema dos livros é similar ao que os jornais vem enfrentando. As notícias nos diários chegam às bancas já velhas, pois não dá para competir com a atualização imediata do meio digital. Podemos dizer o mesmo de livros técnicos, onde certos assuntos são rapidamente deixados para trás.

Livro A Lógica do Mercado de Ações

Qualquer livro que tenha sido publicado sobre mercado de ações em agosto do ano passado já está completamente defasado. Quem seria doido o suficiente para investir de acordo com suas dicas, considerando-se a crise ocorrida em outubro de 2008?

Para sanar esse problema, algumas editoras começam a atualizar os assuntos abordados em páginas especiais na internet. E o que andei vendo esses dias me provou que existe sempre espaço para inovação. As editoras de livros de línguas estão fundindo os dois formatos em um só. Quase não existe uma separação entre o livro físico e o eletrônico. Você é enviado de um meio para o outro constantemente. Lógico que para esse tipo de publicação era uma evolução esperada e que resolve alguns problemas logísticos. Se no passado a substituição de fitas cassete por CD’s e DVD’s já havia facilitado a distribuição, a internet contribuiu mais ainda para facilitar a venda desse tipo de leitura.  E abriu um novo canal para a comercialização dos produtos. Para se ter um sabor das possibilidades que esses livreiros estão gerando, visite o BusinessEnglishPod.

Agora, se você acredita que isso só se aplica a livros técnicos, não fique assim tão certo. Imagine o que poderia fazer a Rede Globo se decidisse utilizar toda sua estrutura a favor de maiores e melhores vendas. Você poderia comprar o livro A Casa das Sete Mulheres e ter acesso a um espaço exclusivo na globo.com para ver trechos especiais da mini-série produzida para a televisão. Isso para ficar no mais básico, pois as possibilidades são imensas. 

Volto ao tema, brevemente, com mais exemplos. Talvez quando o livro eletrônico chegar de verdade já não conheçamos mais a separação entre o físico e o digital.