Cinema no celular: agora vai!

07/10/2009

Apesar de estar mal filmado, apesar de estar em inglês, vale a pena ver. George Lucas, criador da série Star Wars, apresentou-se no World Business Forum, em Nova York, e surpreendeu a audiência ao falar que irá produzir filmes para celular. Significa dizer que se um dos mais aclamados diretores de Hollywood vê o celular como opção num futuro próximo, a idéia já se espalhou por toda a indústria cinematográfica. Ela continua à busca de soluções que não façam com que sofra os mesmos males que a indústria fonográfica passou com a invenção do MP3.

Importante para cada um de nós, marqueteiros. Significa que muito brevemente a programação de tv e a publicidade seguirão pela mesma trilha. E que uma nova forma de linguagem irá aparecer, uma que considera as limitações da tela pequena.

Comentário final, que pode passar desapercebido: o Forum foi realizado pela brasileiríssima HSM. São as novas multinacionais brasileiras, conquistando espaço no mundo corporativo.

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Propaganda quando é boa é boa mesmo III

16/06/2009

Claro lançou hoje novo comercial de seu programa de fidelização. A partir de agora, cliente da operadora tem 50% de desconto em cinemas da rede Cinemark. Misturar máfia e Cidade de Deus deu um resultado interessante. Melhor ainda é prestar atenção às referências escondidas nos 30 segundos.


Market Place e o preço de um bom mailing

19/05/2009

Não tenho dúvidas de que um dos grandes problemas do comércio é conhecer seus clientes. Imagine, então, quando você é um espaço de vendas, onde as pessoas vem, passam pelos seus corredores mas não se sentem obrigadas a se identificar para sua empresa. Esse é o problema dos shopping centers. Apesar do número imenso de consumidores que transitam nos seus interiores, são todos transeuntes e suas destinações finais são as lojas que compõem seu mix.

Alguns shoppings passaram a reeditar as promoções de datas, onde as pessoas trocam consumo por brindes diversos. Só que essas são promoções do tipo self-liquidate e os dados gerados são subproduto da ação, já que o objetivo principal é aumentar o consumo nos shoppings da rede.

Shopping Marketing Place

Agora, o Shopping Market Place, de São Paulo, realiza uma promoção que visa, claramente, o cadastro de seus frequentadores. De 18 de maio à 7 de junho, ao pagar o estacionamento, é dado um voucher para a troca por um ingresso do cinema. Só que, para validá-lo, a pessoa precisa preencher uma ficha com seus dados. Numa conta simples, não tem como o consumidor não ver vantagem nessa troca. O estacionamento custa R$ 7,00 por quatro horas, o ingresso, entre R$ 14 e R$ 16,00. Ou seja, estacionar e ver um filme sai pelo preço de sete e não vinte e um reais.

Não se engane, ninguém é bobo. O Market Place vem se reposicionando como o shopping de luxo da região e tem como concorrente direto o MorumbiShopping, que fica exatamente do outro lado da avenida. Seu tamanho não lhe permite investimentos publicitários tão altos quando seu competidor, além do perfil de seu público ser de um tipo difícil de ser capturado pela publicidade. Nada como trocar seus dados por uma oferta tentadora.

Lógico que existem restrições. O ingresso vale somente de segunda a quinta e nem todo mundo verá vantagem em receber um ingresso, quanto mais com limitações como essa. Ainda assim é uma ação relativamente cara para se construir um mailing. Mesmo que o cinema disponibilize os ingressos pela metade do preço e que nem todos se cadastrem, o fluxo diário irá gerar um enorme volume de trocas. Mas numa época de internet, com as pessoas trocando os meios de comunicação de massa por uma infinidade de sites, um nome vale ouro.

Ainda é cedo para se conhecer os resultados dessa ação. Sua própria existência, somada às iniciativas de outras empresas, como o já postado aqui da Paramont em criar promoções divulgadas nos próprios DVD’s de seus filmes, alugados ou vendidos, demonstra o nascimento de uma corrente forte que prega que as empresas precisam conhecer seus clientes, sob pena de os perderem para os concorrentes que tenham melhores idéias e ferramentas para tal.

A internet está causando dois fenômenos que precisamos ficar atentos: primeiro, uma debandada de pessoas dos meios off-line em favor dos on-line. Segundo, uma reação das empresas em buscar identificá-las, para um direcionamento de comunicação, como resposta à mudança de hábitos de consumo de informação. Não dá para não ficar atento e não surfar nessa nova onda.


Star Trek chegou! Todos para o cinema

12/05/2009

Desculpe-me, mas não consegui me conter. Como fã de Star Trek tinha que fazer um post sobre o lançamento. Primeiro final de semana e já é o campeão de faturamento dos lançamentos do mês. Gene Roddenberry deve estar todo feliz com a releitura que o J.J. Abrams fez de seu clássico. O filme custou U$ 140 milhões e faturou no seus primeiros três dias U$ 76,5 milhões. Esta é a nova realidade do cinema mundial: um enorme lançamento, distribuição em todo o mundo e a garantia do retorno mais rápido possível. Não vai ser necessário nem um mês para que o investimento se pague. E desde já dá para se pensar em outras sequências dessa nova série de Jornada nas Estrelas.

A briga contra todos os novos meio de comunicação é insana para a indústria cinematográfica. Mas eles vem se reinventando mais rapidamente do que a fonográfica. Já postei aqui sobre as novas idéias, tais como o Imax e as promoções em videoclubes. Mas nunca me canso de ver como eles abrem sempre novas frentes, como a onda de filmes sobre heróis de histórias em quadrinho e antigos seriados de tv. É uma forma de contar de foma inovadora com a atenção dos expectadores, já que eles se sentem atraídos por histórias que já conhecem desde a infância.

Criatividade é isso. Olhar para o mesmo e achar novas formas de se envolver o cliente. Vida Longa e próspera!


Do Brasil para o mundo

21/03/2009

Quando o Fiat Palio foi lançado, em 1996, um dos pontos de diferenciação do produto era que ele era um carro desenvolvido no Brasil para conquistar todo o mundo. O mundo Fiat, entenda-se, que abrangia a Europa e vários países emergentes.

Agora, em 2008, foi lançado um filme com Leonardo DiCaprio e Russel Crowe que demonstra o tão longe ele chegou. Em uma cena de Rede de Mentira, em Amã, capital da Jordânia, DiCaprio desce de um táxi em frente ao hotel e o que vemos estacionado na sua porta? Um modelo da família Palio.

Rede de Mentiras - Palio

A chance da montadora de ganhar o restante do mundo está rondando sua porta, com o acordo com a Chrysler. A americana, à beira da falência, pode ser o que faltava aos italianos para conquistarem o coração e a confiança dos americanos. É torcer para que o casamento não leve as duas para o mal caminho.


A reinvenção de uma indústria

26/02/2009

Ontem, aproveitei o carnaval para ir conhecer a primeira sala Imax do Brasil.

imax

O filme não é novo, Batman – o cavaleiro das trevas, escolhido exatamente por ter algumas cenas gravadas nesse novo formato. O que me impressionou é a corrida da indústria cinematográfica para se reinventar. Por todos os lados que se olhe, a pressão contra as salas de projeção é enorme. Só que, por mais incrível que pareça, isso está fazendo um bem enorme a ela.

Não vamos nem nos ater ao Brasil. Temos poucas estatísticas por aqui, comparado aos Estados Unidos, além do pouco que existe ser trancafiado a sete chaves. Olhemos para o mercado americano, que além de medir tudo, ainda é a vanguarda nesse quesito. A vida dos espectadores vem ficando cada vez mais fácil, segurando-os cada vez mais dentro de casa.

A qualidade de imagem é cada vez mas assustadora, com telas de plasma ou LCD, vídeos gravados em Blue Ray  e os sons surrounds dos home theaters cada vez mais sofisticados. É de se esperar que aqueles que investem nesse tipo de equipamento sejam os primeiros a abandonar as velhas salas de cinema. Ao contrário. Aqueles que tem 5 ou mais inovações tecnológicas em casa vão, em média, 11,4 vezes por ano ao cinema, contra 7,4 dos que tem 4 ou menos, de acordo com a Motion Picture Association of America.

Quanto mais tecnologia residencial, maior a frequência nos cinemas americanos

Quanto mais tecnologia residencial, maior a frequência nos cinemas americanos

Ao mesmo tempo, decresce o tamanho das salas e multiplica-se o número de salas multiplex ou megaplex onde, num mesmo espaço de uma grande sala de cinema, proliferam mais de 8 salas. Em 2007, inclusive, as megaplex, com 16 ou mais salas foram as únicas a crescerem no mercado americano.

O cadastramento dos consumidores de cinema é outra das iniciativas da indústria, já comentado aqui em outro post. O lançamento do Hulu, também já comentado, é mais uma tentativa dos barões da indústria. O que se percebe é que eles estão buscando desesperadamente uma solução que evite ocorrer com eles o que ocorreu na indústria fonográfica, em que as trocas de arquivos mp3 de forma pirata fez desaparecer um mercado altamente rentável.

É uma mudança em andamento. Vamos ver o que acontece e seguir comentando.