Querida, encolhi o projetor!

08/09/2009

SNunca mais carregar grandes e pesados projetores. Fazer apresentações será cada vez mais fácil com a chegada dos novos modelos Pico. Mas nessa nova geração, alguns chamam mais a atenção que outros. É o caso deste modelo da Samsung, que uniu o celular ao projetor, criando um dois em um que pode virar a nova sensação dos executivos modernos. Agora é esperar que chegue rapidinho ao Brasil. Eu já estou na fila!

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Twitter: Desejo ou necessidade?

24/08/2009

Quem estuda ou estudou comunicação já se deparou com uma questão que sempre causa muita discussão e poucas conclusões: Publicidade gera desejo? A resposta politicamente correta é que não, não gera. Na verdade, a publicidade somente trabalha uma necessidade não atendida e dá foco em sua comunicação. Exemplo? Celular. A necessidade existia: poder falar a qualquer momento, em qualquer lugar. A publicidade amplificou essa necessidade. Com o desenvolvimento do mercado, podemos dizer que ela começou a trabalhar desejos existentes, que existem paralelos, quando torna um modelo específico um símbolo de status, ou de tecnologia, aumentando a preferência por um certo modelo. Se a pessoa pode ter um aparelho que resolva uma necessidade e um desejo ao mesmo tempo, por que comprar só o básico? Está feita a diferenciação.

Se isso é verdade, o que é o Twitter? Desejo ou necessidade? Ele já ultrapassou o número de 44 milhões no mundo. Seriam 44 milhões de pessoas que aderiram ao microblog porque tinham uma necessidade de se comunicarem com os amigos? Ou essas pessoas tinham o desejo de se manterem contatadas com o mundo?

Quem lê este blog regularmente, sabe que recorrentemente volto ao assunto das redes sociais. Nenhum fenômeno como esse aparece devido a desejos, mas a necessidades latentes não atendidas. Orkut, Facebook, Twitter e tantos outros só alcançaram a abrangência que tem hoje porque as pessoas já queria estar conectadas. Pode ser que esse seja um fenômeno contemporâneo, resultado da vida nas grandes cidades, onde o tempo para se manter as amizades é cada vez menor. Pode ser. De todo modo, é um movimento muito consistente, para não tentarmos entender o que se passa.

Lógico que nem todos os motivos para se estar numa rede social são os mesmos. É muito diferente a razão que leva uma pessoa a se inscrever no Twitter e manter seu perfil bloqueado, ou seja, só a segue quem ela quer, de uma outra pessoa que fica colecionando leitores para bater o recorde de seguidores. E ainda mais diferente das celebridades que criam perfis para atrairem para o mundo virtual a atenção que geram no mundo real.

Novamente, não vou tentar achar a resposta num simples post. Creio que esse movimento, o das redes sociais, é resultado de uma necessidade e não de um desejo. Mas o entendimento real do que isso gera pode nos dar uma vantagem no amplo mundo do marketing.


Realidade Aumentada ganha espaço nas relações

23/07/2009

Que troca de cartões que nada! O futuro é digital e simples. Das diversas ferramentas de Realidade Aumentada que estão sendo criadas, esta é, sem sombra de dúvidas, uma das mais interessantes para o mundo dos negócios. Você usa seu celular e, apontando a câmera para você, decide que informação vai querer disponibilizar para as pessoas.

Imagine só: vai fazer uma apresentação? Seleciona o seu cartão de visita, seu perfil no LinkedIn e o Slideshare da apresentação. As pessoas que apontarem seus celulares para você irão ver essas mesmas informações e salvá-las, caso queiram.

Chegou a hora de ir para a balada? Mude os aplicativos. Selecione os seus perfis no Facebook, no Twitter, no Orkut e deixe acessível seu perfil pessoal.

É mais uma das várias aplicações que estão surgindo. Dessa vez, da TAT – The Astonishing Tribe, uma desenvolvedora sueca.

A vida vai ficar cada vez mais fácil. E mais rápida.


Assistindo TV em lentes de contato

25/03/2009

Finalmente a Tv irá se tornar pessoal e móvel. Futurologistas preveem para daqui a 10 anos a venda de lentes de contato com tvs incorporadas. A miniaturização de componentes, como o que a gente vê no dia a dia acontecendo com os iPods, mais tecnologias como a TV Digital, apontam para esse caminho. Nem energia será um problema, pois a previsão é que elas funcionem a partir da gerada pelo corpo humano. Teríamos, então uma imagem formada sobre o que estamos vendo, ao estilo da visão do Robocop, ou a visão de programas, como hoje assistimos em telas de plasma ou LCD.

Visão do Robocop

Mas o que a tv pessoal poderá afetar nossa forma de consumir programas? E como isso modificará a nossa forma de utilizá-la como meio publicitário?

 TV na lente de contato

A televisão, da mesma forma que o telefone, surgiu como um aparelho comunitário. Mais do que atender a família, servia também aos amigos e vizinhos nos seus primórdios. Lógico que, com o barateamento dos custos de fabricação, cada lar passou a ter sua própria TV e seu próprio número de telefone.

tv-em-familia

Num certo momento, o telefone conseguiu dar seu salto quântico, transformando-se de fixo e familiar, num aparelho individual e móvel. Explodiu, então, o mercado dos celulares, que atendia uma necessidade latente mal resolvida: a de manter as pessoas sempre contatadas umas com as outras.

Celular com TV

A TV ainda não conseguiu esse intento. Estão saindo, agora, as primeiras tvs verdadeiramente portáteis, aquelas instaladas em celulares. Elas, mais a TV Digital, estão finalmente dando mobilidade aos antigos e pesados aparelhos de TV.

Mas o que acontecerá com ela quando tivermos essas maravilhosas tvs instaladas em lentes de contato?

Posso imaginar diversas mudanças, se considerarmos o on demand, o GPS, a internet, incorporados num mesmo equipamento.

Primeiro, podemos ir a campo de futebol e assistir a replays de gols e jogadas controversas sem perder a concentração no que acontece em campo. Segundo, um canal de previsão de tempo pode usar a nossa posição, indicado por GPS, e nos dar as previsões, ao olharmos para o céu. Terceiro, qualquer viagem que façamos pode ser ilustrada por canais de turismo e de história, ao olharmos um prédio, uma vista, ou algum objeto exposto em museus. Quarto, o caminho apontado pelo GPS pode ser visto enquanto você olha para as ruas, aumentando sua segurança.

 TV em lente de contato

Esses são exemplos. Podemos enumerar mais um milhão de outros. Em todos, a publicidade pode ser inserida e direcionada a cada um especificamente. Olhou para um shopping? Podemos incluir ali a publicidade de um restaurante, na hora do almoço, ou de uma livraria, no resto do dia. Assistiu ao replay no campo de futebol? A marca do patrocinador poderá estar sempre presente na imagem.

São somente 10 anos. Pouco tempo, quando se fala de adequar uma instituição centenária como a publicidade. Que já está tendo problemas em entender como utilizar e ganhar dinheiro com a internet atual. Se quisermos estar na cabeça da onda, precisamos começar a entender esse fenômeno desde já.

O único ponto que não consigo ver solução é como evitar que os alunos passem toda a aula de química sem aproveitar para assistir o último capítulo de Lost. Com certeza, os professores terão que pedir a todos desliguem suas lentes.