Morreu Chico. Do humor e das propagandas

25/03/2012

Inteligente, criativo e inovador até nas propagandas…

Anúncios

Do you speak english?

27/02/2012

Vendo a transmissão do Oscar, um dos comerciais me chamou a atenção. Como é difícil anunciar curso de inglês!

Comercial de inglês sempre é: ou fala de como é importante aprender enquanto é criança (categoria que está deixando de existir aos poucos), ou o inglês vai te levar longe na carreira (cada vez mais em voga) ou o inglês é uma necessidade do dia a dia das pessoas. Interessantemente, CCAA vem trazendo uma outra linha – como se safar dos riscos da vida, falando uma outra língua.

Gosto da consistência da Wise Up em usar o Santoro em todas as suas comunicações e seu tom mais institucional. Mas o humor da CCAA e do Fisk também são muito interessantes.

Diferentemente, as tentativas de ser mais racional resultam em comerciais menos impactantes, na minha opinião. E vendo os comerciais abaixo, você verá como uma situação – entrevista de emprego – tem como resultado dois comercias completamente diferentes para a mesma CNA.

Seis comerciais para cinco cursos diferentes. Fechando a lista, a Wizard com sua caneta Wizpen.

E você? Vendo só os comerciais, em qual dos cursos se matricularia?


Em propaganda, Ivete já é 50% garantia de sucesso

21/02/2012

Na minha última postagem, recebi um comentário que me deixou pensativo. A Paula escreveu que o comercial do Dionísio nos teclados, aquele em que ele chama o reforço da Cláudia Leite, é o uó! Ou em bom mineirês, dificil de aguentar.

Fiquei pensando o quanto eu gosto de ver a Ivete Sangalo cantando no comercial da Nova Schin e acabei concordando com a Paula. Em termos de propaganda, é fácil saber quem é a rainha do Axé. Ivete Sangalo consegue, com seu jeito baiano de ser, se destacar.

Analisando os comerciais de diferentes agências em que as duas aparecem neste começo de ano, algumas características me chamaram a atenção. Diferentemente do comercial da Cláudia Leite, Ivete nunca é um personagem secundário. Ela é sempre a heroína da estória. Por mais que eu tente, não consigo acreditar que Ivete não deixe de exigir ter sua imagem dominante e clara na tela.

image

Outra característica que me agrada e que não deve ser uma coincidência é como a música é utilizada. Ivete sempre aparece cantando um jingle. Novamente diferente da loira baiana, ela nunca canta um de seus sucessos. Pode dar mais trabalho ter que ir para o estúdio gravar uma nova música, mas evita o caminho simplista de expor excessivamente um de seus sucessos.

Ivete hoje é cantora, apresentadora, atriz. E com ela em qualquer comercial, 50% do sucesso já está garantido.

Ivete para Nova Schin, da Leo Burnett
Feijão Maravilha, da DPZ, para Giraffas
Linha da Ivete para Avon, comrcial da 141 SohoSquare

Propaganda quando é boa é boa mesmo XIII

14/02/2012

Fora o natal, carnaval é uma das épocas mais ingratas para se fazer propaganda. O tema é o mesmo, todas as empresas tentando se destacar num ritmo de repeteco. “Será que já não vi isso antes?” Essa é uma dúvida simples de se ter neste período.

Surpresa foi ver na TV a nova campanha da Brahma Chopp. Como ninguém teve a idéia de transformar a palavra Sapucaí em verbo antes? Para mim, isso é brilhante. Depois, música, celebridade, promoção, camarote, tudo vira mero detalhe.

Neste carnaval vou sapucar. Em São Paulo. Mas vou.


Rexona sem perfume. E sem verde.

21/01/2012
Novo comercial de Rexona. Desmatamento à vista

Propaganda é uma atividade interessante. Algumas vezes você produz um comercial para transmitir uma mensagem e, no final, o entendimento do consumidor é um pouco diferente.

Todas as vezes que vejo esse comercial de Rexona eu me pergunto: como é que alguém, nos tempos atuais em que estamos cada vez mais preocupados com o desmatamento e suas consequências, aprovou esse roteiro? O comercial é bom, bem filmado, mas a mensagem de proteção sem perfume fica em segundo plano todas as vezes que vejo as árvores e as plantações desaparecendo,  ficando no final somente um ambiente árido.

Essa leitura das mensagens secundárias que a propaganda possa gerar é importante para a construção de marca. Ignorá-las é deixar nas mãos do acaso o caminho que ela irá percorrer na mente do consumidor.


Propaganda quando é boa é boa mesmo XII

08/01/2012

Fazer propaganda para o governo é sempre um desafio duplo. Primeiro porque passar informações de forma criativa já é por si um desafio. Segundo porque existe uma vigilância grande sobre as mensagens governamentais, para se evitar campanhas políticas.

O Governo do Estado de São Paulo conseguiu de uma forma divertida falar de sua nova campanha contra a venda de bebidas alcóolicas para menores de 18 anos, com o ator Ferrugem e a apresentadora Hebe Camargo.

O resultado ficou ótimo. Não me canso de assistir.


Propaganda quando é boa é boa mesmo XI

14/11/2011

Para mim, comercial bom é aquele que você vê, vê, vê e nunca se cansa. Quando se atinge esse nirvana, a mensagem é passada diversas vezes, sem que o telespectador se sinta invadido.

Neste quesito, fico maravilhado com o novo comercial da cerveja Heineken. Confesso que não entendo nada e, como alguém que aprova comerciais, fico curioso em saber como a idéia foi vendida para a pessoa quem aprovou. Dá até vontade e beber uma cerva!

Veja aqui na versão estendida, que não passou na TV. Antes que você pergunte, a música se chama The Golden Age, do grupo dinamarquês The Asteroids Galaxy Tour.