Vendo a transmissão do Oscar, um dos comerciais me chamou a atenção. Como é difícil anunciar curso de inglês!
Comercial de inglês sempre é: ou fala de como é importante aprender enquanto é criança (categoria que está deixando de existir aos poucos), ou o inglês vai te levar longe na carreira (cada vez mais em voga) ou o inglês é uma necessidade do dia a dia das pessoas. Interessantemente, CCAA vem trazendo uma outra linha – como se safar dos riscos da vida, falando uma outra língua.
Gosto da consistência da Wise Up em usar o Santoro em todas as suas comunicações e seu tom mais institucional. Mas o humor da CCAA e do Fisk também são muito interessantes.
Diferentemente, as tentativas de ser mais racional resultam em comerciais menos impactantes, na minha opinião. E vendo os comerciais abaixo, você verá como uma situação – entrevista de emprego – tem como resultado dois comercias completamente diferentes para a mesma CNA.
Seis comerciais para cinco cursos diferentes. Fechando a lista, a Wizard com sua caneta Wizpen.
E você? Vendo só os comerciais, em qual dos cursos se matricularia?
Na minha última postagem, recebi um comentário que me deixou pensativo. A Paula escreveu que o comercial do Dionísio nos teclados, aquele em que ele chama o reforço da Cláudia Leite, é o uó! Ou em bom mineirês, dificil de aguentar.
Fiquei pensando o quanto eu gosto de ver a Ivete Sangalo cantando no comercial da Nova Schin e acabei concordando com a Paula. Em termos de propaganda, é fácil saber quem é a rainha do Axé. Ivete Sangalo consegue, com seu jeito baiano de ser, se destacar.
Analisando os comerciais de diferentes agências em que as duas aparecem neste começo de ano, algumas características me chamaram a atenção. Diferentemente do comercial da Cláudia Leite, Ivete nunca é um personagem secundário. Ela é sempre a heroína da estória. Por mais que eu tente, não consigo acreditar que Ivete não deixe de exigir ter sua imagem dominante e clara na tela.
Outra característica que me agrada e que não deve ser uma coincidência é como a música é utilizada. Ivete sempre aparece cantando um jingle. Novamente diferente da loira baiana, ela nunca canta um de seus sucessos. Pode dar mais trabalho ter que ir para o estúdio gravar uma nova música, mas evita o caminho simplista de expor excessivamente um de seus sucessos.
Ivete hoje é cantora, apresentadora, atriz. E com ela em qualquer comercial, 50% do sucesso já está garantido.
Ivete para Nova Schin, da Leo Burnett
Feijão Maravilha, da DPZ, para Giraffas
Linha da Ivete para Avon, comrcial da 141 SohoSquare
Fora o natal, carnaval é uma das épocas mais ingratas para se fazer propaganda. O tema é o mesmo, todas as empresas tentando se destacar num ritmo de repeteco. “Será que já não vi isso antes?” Essa é uma dúvida simples de se ter neste período.
Surpresa foi ver na TV a nova campanha da Brahma Chopp. Como ninguém teve a idéia de transformar a palavra Sapucaí em verbo antes? Para mim, isso é brilhante. Depois, música, celebridade, promoção, camarote, tudo vira mero detalhe.
Neste carnaval vou sapucar. Em São Paulo. Mas vou.
Propaganda é uma atividade interessante. Algumas vezes você produz um comercial para transmitir uma mensagem e, no final, o entendimento do consumidor é um pouco diferente.
Todas as vezes que vejo esse comercial de Rexona eu me pergunto: como é que alguém, nos tempos atuais em que estamos cada vez mais preocupados com o desmatamento e suas consequências, aprovou esse roteiro? O comercial é bom, bem filmado, mas a mensagem de proteção sem perfume fica em segundo plano todas as vezes que vejo as árvores e as plantações desaparecendo, ficando no final somente um ambiente árido.
Essa leitura das mensagens secundárias que a propaganda possa gerar é importante para a construção de marca. Ignorá-las é deixar nas mãos do acaso o caminho que ela irá percorrer na mente do consumidor.
Fazer propaganda para o governo é sempre um desafio duplo. Primeiro porque passar informações de forma criativa já é por si um desafio. Segundo porque existe uma vigilância grande sobre as mensagens governamentais, para se evitar campanhas políticas.
O Governo do Estado de São Paulo conseguiu de uma forma divertida falar de sua nova campanha contra a venda de bebidas alcóolicas para menores de 18 anos, com o ator Ferrugem e a apresentadora Hebe Camargo.
O resultado ficou ótimo. Não me canso de assistir.
Fico feliz com os resultados que a Nissan vem alcançando. Seja nas vendas, nas quais cresceu 72% nos últimos sete meses, seja na publicidade, que vem batendo recordes e recordes de acessos no Youtube e gerando comentários sobre a marca nas diversas redes sociais. Até mesmo a revista Exame relatou essa arrancada, numa matéria chamada “Polêmica que vende”.
Depois de 10 dias de lançado, o novo comercial da Nissan, Tiida Rappers, repetiu o feito dos anteriores. No final de semana de lançamento, vídeo automotivo mais visto no Brasil, terceiro no mundo. Ficou no ar nas TV’s brasileiras somente quatro dias até ser proibido de ser veiculado. Retirado do ar, 38 cópias surgidas expontaneamente continuam a ser acessados em toda parte do mundo. 428 mil views é o novo recorde entre os comerciais de automóvel brasileiros.
Muito se tem discutido a estratégia adotada e este novo comercial acirrou ainda mais os ânimos. Para uma marca que não existia para a maior parte dos brasileiros até pouco tempo, a discussão é sadia. Nissan passou a ser uma opção para muitos e as vendas de fevereiro, que dobraram quando comparadas com fevereiro do ano passado, demonstram isso.
O ano está só começando. E a consolidação dessa marca precisa ser feita durante as próximas ações. Conto com sua opinião, para guiar os próximos passos.
PS – Adoro a diferença de opiniões. Faz todos os envolvidos crescerem. Só não creio que se esconder sob o pseudônimo de “Anônimo” abra espaço para a ofensa pessoal. Aceito responder a todos, desde que tenham a coragem de se expor. Ainda mais quem escreve sobre coragem.
Fim de semana intenso. Lançamos o novo comercial da Nissan, desta vez com a Frontier como protagonista. Nem nos meus melhores sonhos o resultado poderia ser tão alto: em 48 horas, o Agroboys se tornou o vídeo automotivo mais visto do mundo! No Brasil, entre todos os vídeos postados, o número um. Hoje pela manhã, as diversas cópias que se multiplicaram pela internet já ultrapassaram mais de 225 mil visualizações!
Os comentários mostram que as pessoas curtiram a paródia. Mas vale você deixar aqui sua opinião.
Já fazem sete meses que não posto nada no meu blog. Culpa de meu novo emprego, onde estou trabalhando de montão. Queria uma razão para voltar e no final de semana passado encontrei. Tentei bloggar, mas deu algum problema e acabei deixando para esta semana. O efeito foi melhor ainda!
Estreamos o novo comercial do Nissan Livina 2011. Sem muita pretensão, a idéia era criar um comercial divertido que falasse das nossas cinco indicações pela imprensa especializada. Surpresa foi ver o boom que aconteceu. 61 mil views no Youtube em dois dias, vídeo de automóvel mais visto no mundo, na Índia e no Brasil. Milhares de Tweetes a respeito dele, todo tipo de resposta. Melhor de tudo é ver os comentários, na maior parte positiva (90%) e dizendo que propaganda comparativa é ótima. Hoje, dia 03 de outubro, já acumulou mais de 140 mil views entre o da página oficial e o das cópias que já apareceram.
Não gosto e nem quero transformar este blog num portfólio do meu trabalho. Mas duas semanas com o vídeo de automóveis mais acessado no Youtube me obrigam a comentar o fato aqui. Agora foi a vez do novo comercial, feito exclusivamente para a internet. Um pedido de desculpas à concorrência que já teve em menos de 48 horas mais de 40 mil acessos.E, novamente, 90% de citações positivas, tanto no Youtube quanto no Twitter.
Realmente, a sensação que tenho é que as pessoas esperam por mais criatividade num mundo cada vez mais cinza…
Se você não viu, clique abaixo. Se viu, veja de novo. Mas me mande sua opinião.
Como eu mudei de cidade, acabei tendo que sair da ESPM, onde era professor. Adorava as noites de contato com os alunos, pois era o momento para teorizar sobre o dia a dia do trabalho. Uma das aulas que mais gostei de lecionar (e creio que os alunos também gostaram) foi usar minha experiência como ex-cliente e, na época, agência, para comparar o modo de pensar de cada um dos lados de uma mesma moeda. A tentativa era entender as diferenças do pensamento e o porquê de tantos desencontros entre as partes.
Parece-me o caso do homem e mulher, relatado no livro “Os homens são de Marte, as mulheres são de Vênus”. Por terem pensamentos muito diferentes, os casais acabam tendo problemas de relacionamento, mesmo tendo um objetivo em comum.
Se agências e clientes tem objetivos idênticos, por que existem tantos problemas no dia a dia? Não vou responder agora. Vou fazer como a Globo, dividindo a minha resposta em capítulos. Mas hoje gostaria de pedir que você me mandasse a sua explicação de porque isso acontece. Deixaria esse tema mais interessante.