Flexible OLED: O cumputador se torna flexível

04/11/2009

A Samsung já lançou no Brasil a TV com tela de OLED. Com telas de 40 e 55 polegadas, tem 3 centímetros de espessura, e imagem de gente grande. A tecnologia, criada pela joint venture que ela tem com a Sony, permite o emagrecimento de televisores e laptops. Mas isso é brincadeira, comparado com o que é possível fazer com esse tipo de tela.

As duas já estão começando a divulgar na internet seus primeiros vídeos de aplicação da mesma. E a principal característica é a flexibilidade, que tornará possível menores e mais duráveis celulares e computadores.

Uma empresa da Alemanha, a Orkin Design, desenhou um primeiro laptop flexível, junto com a Sony. Seu vídeo é impressionante, pois o equipamento pode ser utilizado como uma TV ou Tablet PC.

Não creio que essa seja a versão a alcançar o mercado. Até porque seu formato não é muito prático. Mas que estamos nos aproximando do momento de termos uma nova revolução nesse equipamento, disso você pode ter certeza.


Propaganda quando é boa é boa mesma VI

03/11/2009

Estreou esta semana o novo comercial do Itaú Personnalité. Utiliza-se, pela primeira vez no Brasil, da técnica tilt-shift, criada por Keith Loutit. Em abril, previ que rapidamente ela chegaria à publicidade brasileira. Chegou.

A técnica já é fantástica. O uso pela DPZ, melhor ainda.

Clique na imagem e veja o comercial. Com direito a making of. Comercial Itaú Personnalité

Leia também: Novas linguagens de comunicação.


AutoShow 5: Uma paixão que desconhece o conforto

02/11/2009

Imagine comprar um carro por 290 dólares em 1925, rodar por 84 anos e, depois, revendê-lo por 32 mil dólares. Parece loucura? Pois esse é o preço de um Ford T anunciado na internet esta semana. É para se pensar. Se é verdade que um carro se desvaloriza só de sair da concessionária, qual é a mágica para um modelo sem direção hidráulica, sem ar-condicionado, sem rádio, sem nenhum dos confortos atuais, se valorizar tanto? Resposta? O Antigomobilismo.

1925 Ford Model T coupe

Alguns colecionam quadros. Outros preferem dedicar tempo a apreciar vinhos. Também existem os que buscam prazer em esportes. Um fanático por veículos antigos reúne as qualidades de todos os tipos de hobby. Um antigomobilista é aquele que aprecia a arte representada pelos carros de época. Com isso, ajuda a conservar parte da história deste que é um dos maiores inventos do ser humano.

O mundo começou a ficar realmente pequeno quando os primeiros carros permitiram atravessar rapidamente enormes distâncias, sem precisar parar para descansar os cavalos. A liberdade passou a ser limitada pelo alcance do tanque de combustível. Ou pela rede de postos de abastecimento. Criadas as condições do desenvolvimento, o resto é história. Aos poucos os carros passaram a significar status e a refletir a moda do momento. Essa evolução o colecionador de carros antigos ajuda a preservar.

É interessante de se perceber que um antigomobilista não é uma pessoa egoísta. Muito antes pelo contrário. Um dos maiores prazeres é compartilhar seu bem com as pessoas. O número de eventos públicos de carros antigos demonstra bem isso. Além do prazer em ficar horas e horas falando de características técnicas, discutindo o mercado passado, as versões existentes, todo tipo de detalhe que mostra o que era ter um carro nos anos em que a gasolina custava centavos.

Lógico que existem tipos e tipos de colecionadores. Há aqueles que tem coleção de um único modelo. Outros, colecionam por ano. Também há os que preferem se dedicar a um tipo de carroceria, ou fábrica. Existem até mesmo os que compram um só carro e dedicam todos os seus momentos de lazer a restaurá-lo centímetro por centímetro.

De toda forma, colecionar carro antigo é uma das melhores formas de prazer que conheço. Não me lembro de nenhum colecionador que não tenha um brilho especial nos olhos quando fala dos seus “filhos”. Não é para menos. Utilizar seus momentos de lazer e se dedicar a um hobby que valoriza acima da inflação? É, no mínimo, um bom negócio. Emocional e financeiro.

Poucos bens materiais tem sua história tão bem preservada. A gente não vê nenhum clube da geladeira se reunindo. Nem existe a associação dos proprietários de fax machines. Talvez, o que se veja no futuro, seja a história da humanidade contada através dos seus meios de locomoção. E o sucesso dessa preservação se deverá a uns poucos apaixonados, que preferem rodar num modelo centenário que num moderníssimo carro zero quilômetro.


Por que que táxi cobra bandeira 2?

29/10/2009

Finalmente parece que as coisas começam a fazer sentido. Sempre me perguntei por que a gente paga mais caro por corridas de táxi nos dias e horários com menos movimento. Se existe uma coisa que é contra a lei da oferta e procura é essa tal de Bandeira 2.

Pois veja, segundo a lei, quanto mais procura um bem tem, maior será o preço que as pessoas estarão dispostas a pagar por ele. Exemplo? Você compra roupa de inverno no inverno, paga caro. Chega o verão, o preço despenca.

taximetro

Aí, você sai ao meio dia, no meio de uma chuva dos infernos, no centro da sua cidade, e paga preço normal pela corrida. Chega um feriado, meia noite, ruas vazias, você liga para o rádio táxi e paga mais caro. Quem foi que inventou isso?

Agora parece que alguém com juízo na cabeça resolveu tentar colocar ordem no galinheiro. Por enquanto nas noites de sexta e sábado. Mas já é um começo. A Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo está implementando um desconto de 30% nas corridas dos táxis paulistanos nestes períodos, para estimular o uso dos mesmos. Fizeram uma pesquisa e descobriram que o povo apóia, diz que usaria mais os táxis se o preço fosse menor e os donos dos táxis também aprovam (pelo menos 45% deles). Só o Sindicato dos Taxistas foi contra.

Quero ver o resultado dessa iniciativa. Se der a lógica, veremos a comprovação de que a Lei da Oferta e Procura é lei não porque foi aprovada por políticos. Mas porque faz uma lógica dos diabos.

Leia também: Por que que táxi a gente paga por corrida?


Se cuida Carrefour! Wal-mart vem aí 2

28/10/2009

Escrever este blog vem me proporcionando algumas surpresas muito interessantes. Em 30 de março deste ano, escrevi um post despretensioso sobre as redes Carrefour e Walmart. Nele comparava o que havia observado em suas filiais perto da minha casa, num mesmo dia de feriado. Percebia que o posicionamento das redes estava explícito em dois carrinhos de compra colocados na entrada dos supermercados.

De lá para cá, muita coisa aconteceu. O Pão de Açucar, num movimento audacioso, comprou o Ponto Frio e voltou a ser o número um do varejo brasileiro. E neste mês de outubro começaram as fofocas da possível venda da filial brasileira do Carrefour para o…Walmart!

Este blog, que é um passatempo, passou a receber uma enxurrada de visitas de pessoas interessadas neste assunto pois, por desígnios do Deus da internet, o Google, meu post aparece no começo das pesquisas das duas marcas combinadas. E muitas tem sido as visitas de Bentonville e de Paris, sede das duas redes.

Hoje, recebi um comentário que me disse muito mais sobre esse movimento do que tudo que já li nos jornais e revistas de economia. Uma anônima escreveu “sou funcionária do carrefour com muito orgulho…Se eu pudesse fazer alguma coisa para o grupo carrefour não vender as lojas, faria com muito orgulho”. Se tem uma coisa que faz uma empresa vencedora é exatamente essa defesa emocionada da marca que representamos.

A Marlene Bregman, VP de planejamento da Leo Burnett, uma vez me contou uma coisa que retrata bem o que essa funcionária vem passando. Ela chama esse sentimento de “Emotional Bond”, ligação emocional. E este é o alvo de qualquer marca no mundo. Ter um envolvimento tão alto com seus funcionários e consumidores que eles viram defensores incondicionais da marca. Essa funcionária não está questionando o Walmart, nem o risco de seu emprego. Ela expõe o seu amor pela marca para a qual trabalha.

Quisera todas as empresas tivessem defensores ardorosos iguais a essa funcionária. O mercado seria 100% formado por consumidores satisfeitos.


Autoshow 4: Personalize seu carro e mostre quem você é

27/10/2009

Em 1914, Henry Ford disse uma frase que mostrou o quanto o mercado automotivo estava na sua infância: O cliente pode ter o carro na cor que quiser desde que seja preto. Diferentemente do que muitos pensam, suas razões eram nobres. O preto secava mais rápido, mais de acordo com as necessidades da produção em massa. Foi essa preocupação excessiva com a fabricação que lhe fez perder a liderança para a concorrente. General Motors entendeu melhor os desejos dos consumidores e passou a fazer carros vermelhos, amarelos, verdes, azuis e até pretos!

Quase cem anos depois vivemos o mundo da personalização total. Dentro dela, o tuning é a mais radical forma de expressão. Se no começo do século XX ter um carro preto era o suficiente para se destacar na multidão, muitas vezes hoje somente a cor não garante que você encontre seu carro dentro dos estacionamentos abarrotados dos shopping centers. Quem nunca confundiu seu carro numa garagem qualquer, que atire a primeira pedra.

xtreme_home

Mas qual a razão pela qual o tuning virou uma febre mundial? Por que muitas vezes alguém se predispõe a gastar mais com equipamentos do que com o próprio carro? Talvez a resposta esteja no que o automóvel represente para seus donos.

Poucos objetos são tão representativos da personalidade dos proprietários. Poucos tem o poder de transferir imagem para quem os possui. Pense um pouco: você até classifica uma pessoa pelas roupas que veste, mas ainda assim se vestir é mais democrático do que possuir um automóvel. É impossível comparar o dono de um Rolls-Royce com um de uma Ferrari. Mesmo custando milhares de dólares, a imagem transmitida por cada um dos modelos é completamente diferente.

Agora, como ficamos nós, donos de carros comuns, fabricados aos milhares? Como a gente pode se sentir diferenciado? Esse é o papel da personalização. Tornar palpável a noção de sermos únicos no universo. É como a gente se expõe aos demais, mostrando ao mundo quem somos. Desde o som, que parece deixar qualquer um surdo, mas que inclui o proprietário numa tribo específica. Ou o turbo, que permite uma arrancada mais esperta. Até mesmo a pintura rosa, clara insinuação de feminilidade a la Penélope Charmosa.

Algumas montadoras já perceberam ser essa individualização uma extensão da personalidade de quem compra um carro. A Scion, divisão jovem da Toyota nos Estados Unidos, por exemplo, possibilita a personalização na linha de montagem. Sabe que o jovem é o maior comprador do conceito, pois cresceu tunando seus carros nos jogos de videogame.

Num mundo cada vez mais competitivo, personalizar transformou-se numa fonte de renda extra para os fabricantes. Não é diferente no Brasil. Aquilo que começou discretamente, com uns poucos malucos que viravam de cabeça para baixo seus bólidos, começa a se tornar um negócio altamente lucrativo. Quem sabe daqui a pouco a gente não passe a comprar a personalização e ganhe o carro de graça? Aí sim será o ápice dessa nova tendência.


Trust me

26/10/2009

Semana passada Microsoft lançou seu novo sistema operacional, o Windows 7. Apple rapidamente colocou o comercial acima no ar. Faz parte de uma série, onde os dois padrões, Pc e Mac, são representados pelos mesmos dois atores. Agora é esperar e ver qual o resultado da promessa da Microsoft. Inteligente, sutil e que reforça a promessa da Apple em ser uma marca cool.Além de dar uma estocada no concorrente.


O anti iPhone

21/10/2009

Virou referência e, por conta disso, o adversário a ser batido. Estamos falando do iPhone, o sucesso da Apple. Agora é a vez da Verizon, companhia de telefonia celular americana, colocar no ar uma campanha se posicionando diametralmente oposta ao produto de Steve Jobs.

É o Droid, novo aparelho da Motorola, que usará o sistema operacional da Google, o Android 2.0. As duas empresas irão lançar o produto no próximo dia 28, mas já colocaram no ar um teaser que destaca o que o iPhone não tem. O mais interessante é que, sem falar do concorrente, a cor do anúncio e o jeito de escrever  I Don’t (“Eu não posso”) deixa claro de quem eles estão falando.

Agora é aguardar a próxima quarta feira e descobrir se dessa vez a liderança será realmente ameaçada.


Autoshow 3: Leve-nos para cima, Agile!

20/10/2009

Fora os filmes de ficção científica, há quanto tempo você não ouve falar de discos voadores? Quem hoje em dia chega, em sã consciência, e diz que viu OVNI’s pairando acima da cabeça? Pois bem, o editor de fotografia da versão brasileira da revista inglesa Car, Luca Bassani, jura que os fotografou durante o lançamento do novo carro da Chevrolet, o Agile. Foi na pista de prova da GM, em Indaiatuba, que fica a 30 quilômetros do aeroporto de Viracopos.

AGILE COM OVNIS

Tirando a hipótese de que seja uma demonstração dos jatos franceses que o governo brasileiro pretende comprar, algumas outras idéias podem passar pela sua cabeça: Isso é uma ação de marketing da própria GM, que quer dar um ar ultratecnológico ao seu novo carro. Não, não. Foram os próprios editores da revista, que resolveram chamar a atenção para a publicação, recentemente lançada no Brasil, mas ainda não conhecida por todos os fãs de automobilismo.

Qualquer que seja a razão, uma coisa pode-se concluir: a notícia chamou a atenção dos ufologistas. Numa busca rápida no Google, podem-se encontrar centenas de blogs que reproduziram a foto e a matéria. Publicidade gratuita para o carro e para a revista.

Partindo do pressuposto que a foto é realmente de discos voadores, o que será que eles vieram fazer no Brasil, exatamente em Indaiatuba, durante a revelação do novo modelo da Chevrolet? Algumas pistas dão uma idéia do que pode ter acontecido.

O Agile é o primeiro carro que a filial brasileira lança após a concordata da sua matriz americana. Não é derivado de nenhum carro da européia Opel, como o são o Astra e o Vectra. Desenvolvido em nossas terras, é um ET no meio dos demais modelos da montadora e deve conquistar um novo tipo de consumidor, ao se lançar como um concorrente do Sandero e do Punto. Uma aposta interessante, pois abre uma nova frente de mercado, entre o Corsa e o Meriva.

Outra pista é a própria situação da montadora no Brasil. Ela mostra uma saúde financeira impressionante, ao ver os problemas da matriz à distância, muitas das vezes tendo remetido dinheiro para os Estados Unidos. Como um filho zeloso faz com pais que estejam em situação de perigo.

A recuperação da General Motors é coisa digna de filme de ficção científica. Tal qual um alienígena, as feridas se sararam numa velocidade estonteante e ela está pronta para voltar a crescer. Mas talvez, também como um ser de outro planeta, ela precise se adaptar a sua nova condição, de uma montadora que precisa rever todos os seus procedimentos, para estar novamente próxima ao consumidor.

Na série Jornada nas Estrelas, o capitão da Enterprise, James Kirk, sempre dizia para seu engenheiro, quando queria ser teletransportado dos planetas para sua nave: “Leve-nos para cima, Scott”. Talvez seja esse o lema que os discos voadores trouxeram para a Chevrolet neste momento, referindo-se à participação de mercado: “Leve-nos para cima, Agile!”


A guerra dos DDA’s

19/10/2009

Por iniciativa da Federação Brasileira dos Bancos, começou hoje o fim dos boletos bancários impressos. O pagamento de boletos por meio eletrônico, chamado de Débito Direto Autorizado não é nada mais nada menos do que a informatização dos pagamentos rotineiros. Com ele, você não vai mais precisar digitar nada nos sites dos bancos, pois até mesmo o código de barras virá preenchido. Bastará você reconhecer a dívida e dar um de acordo para que sua conta seja debitada. Você ganha tempo, os bancos economizam nos processamentos e ainda se eliminam toneladas de papéis circulando, poluindo e derrubando árvores.

Interessante notar que, mesmo sendo um serviço commodity, ou seja igual em todas as redes bancárias, os cinco principais competidores do mercado brasileiro anunciaram a novidade na Veja deste último final de semana. Você pode ver lá: Bradesco, Caixa, Santander/Real, Itaú e Banco do Brasil fizeram anúncios de página dupla apresentando a novidade. A razão é que o DDA só funcionará se você autorizar o banco a utilizá-lo nas suas contas a serem pagas. Não é automático.

Um fato chama a atenção. Enquanto Santander, Itaú e Banco do Brasil aproveitaram a oportunidade para apresentarem seus diferenciais, de forma a lhe dar argumentos para escolher um deles, Bradesco e Caixa fizeram anúncios informativos, como se não fosse possível, ou desnecessário, tentar diferenciar seus DDA’s dos DDA’s da concorrência. São posturas diferentes que dizem muito a respeito do posicionamento de marketing de cada uma das instituições.

Lógico que o maior trabalho de convencimento será feito pelos gerentes das filiais de cada rede de banco. Mas como imagem de marca é o somatório de todos os contatos entre cliente e empresa, avaliar o que essa diferença de postura quer dizer pode nos ensinar um pouco como fazer com as marcas que representamos.

Vamos aguardar um pouco, para descobrir que irá vencer essa “Guerra dos DDA’s”.